MECANISMOS DE FORMAÇÃO DE EDEMAS

RESUMO: Edema é definido como acúmulo de fluido no espaço intersticial. Nesta revisão, discutem-se os mecanismos formadores de edemas localizados e dos grandes edemas generalizados), assim como aspectos semiológicos, empregados em seu diagnóstico diferencial.
São detalhados os mecanismos patofisiológicos dos edemas cardíaco, cirrótico e renal (síndromes nefrítica e nefrótica) com destaque para as alterações dos mecanismos de controle do volume arterial efetivo.

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L-CARNITINA: ALÉM DO METABOLISMO DE LIPÍDIOS

RESUMO

A L-carnitina é uma amina naturalmente produzida pelo organismo a partir dos aminoácidos lisina e metionina. Sua principal função é participar do metabolismo de lipídios, desempenhando papel fundamental no transporte desses do citoplasma para a matriz mitocondrial, onde são oxidados. Por isso, a suplementação com L-carnitina tem sido associada à melhora da performance em indivíduos fisicamente ativos. Entretanto, os dados da literatura mostram-se contraditórios quando a suplementação de L-carnitina é utilizada com a finalidade de melhorar o rendimento durante exercícios aeróbios. Por outro lado, alguns estudos apontam efeitos detoxificantes ou mesmo de atenuação do stress promovido por exercícios resistidos. Apesar destes efeitos positivos são necessários mais estudos para melhor compreensão dos efeitos da Lcarnitina no exercício.

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Fatores etiopatogênicos da acne vulgar

RESUMO

A acne vulgar é uma das dermatoses mais freqüentes na população em geral. Encontra-se na literatura grande número de trabalhos científicos referentes sobretudo a sua etiopatogenia. No entanto, dado o grande número de informações geradas a respeito, dificilmente consegue-se reuni-las em entendimento comum. Esta revisão literária foi proposta a fim de abordar os mecanismos etiopatogênicos clássicos da acne vulgar (produção sebácea, hiperqueratinização folicular, colonização bacteriana folicular e inflamação glandular) e o mecanismo coadjuvante principal, a influência hormonal.

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Estudo comparativo morfofuncional de melanócitos em lesões de melasma

RESUMO

FUNDAMENTOS – Melasma é hipermelanose comum caracterizada por máculas acastanhadas em áreas fotoexpostas, cuja fisiopatogenia não é totalmente esclarecida.
OBJETIVOS – Caracterizar e comparar morfologica e funcionalmente os melanócitos da epiderme sã com os da pele afetada por melasma.
MÉTODOS – Avaliaram-se 12 pacientes portadores de melasma facial, sendo realizadas biópsias da pele lesada e pele sã adjacente. Os cortes foram corados por hematoxilina-eosina, Fontana-Masson, marcados pelo Melan-A e submetidos à microscopia eletrônica. A quantificação epidérmica de melanina e melanócitos foi estimada a partir de análise citomorfométrica digital.
RESULTADOS – Todas as pacientes eram mulheres com média de idade 41,3±2,8 anos. Ao Fontana-Masson evidenciou-se importante aumento da melanina epidérmica na pele lesada em relação à pele sã. A marcação pelo Melan-A demonstrou melanócitos maiores com dendritos proeminentes na pele lesada. Observou-se maior densidade de melanina epidérmica na pele lesada, e a análise digital do número de melanócitos da epiderme não demonstrou diferença significativa entre pele lesada e sã. À microscopia eletrônica, observaram-se número aumentado de melanossomas maduros nos ceratinócitos e melanócitos com organelas citoplasmáticas proeminentes na pele lesada.
CONCLUSÕES – Melanogênese aumentada na epiderme com melasma em relação à epiderme normal adjacente.

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Doença coronária aguda e insuficiência renal crônica

RESUMO

A insuficiência renal crônica (IRC) tem se tornado freqüente entre os pacientes portadores de doença arterial coronária (DAC), com expressivos aumentos de morbidade e mortalidade.
Por outro lado, a doença renal crônica representa fator de risco independente para o desenvolvimento de DAC, havendo aumento de mortalidade com a progressão da insuficiência renal. O valor prognóstico das troponinas cardíacas em pacientes com síndromes coronarianas agudas e insuficiência renal encontra-se em estudo. Destaque especial é dado à troponina cardíaca I (cTnI) como marcador de infarto agudo do miocárdio nesse grupo específico de pacientes. O tratamento mais agressivo desses pacientes não resulta, obrigatoriamente, em melhor prognóstico. É fundamental o ajuste das doses dos agentes trombolíticos. Pacientes com síndromes coronarianas agudas são considerados de risco elevado, recomendando-se o uso de altas doses de estatinas, sendo os benefícios independentes da função renal. Em resumo, atenção especial deve ser voltada aos portadores de IRC e DAC, considerando-se que evidências crescentes sugerem que pacientes com graus leves e moderados de insuficiência renal também podem apresentar pior prognóstico da doença coronariana quando comparados àqueles com função renal preservada.

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